2007-06-12

Carta da Ecopedagogia - Em defesa de uma Pedagogia da Terra

A CARTA DA TERRA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO
Primeiro Encontro Internacional - São Paulo, 23 a 26 de agosto de 1999.
Organização: Instituto Paulo Freire - Apoio: Conselho da Terra e UNESCO-Brasil

1. Nossa Mãe Terra é um organismo vivo e em evolução. O que for feito a ela repercutirá em todos os seus filhos. Ela requer de nós uma consciência e uma cidadania planetárias, isto é, o reconhecimento de que somos parte da Terra e de que podemos perecer com a sua destruição ou podemos viver com ela em harmonia, participando do seu devir.
2. A mudança do paradigma economicista é condição necessária para estabelecer um desenvolvimento com justiça e eqüidade. Para ser sustentável, o desenvolvimento precisa ser economicamente factível, ecologicamente apropriado, socialmente justo, includente, culturalmente eqüitativo, respeitoso e sem discriminação. O bem-estar não pode ser só social; deve ser também sócio-cósmico.
3. A sustentabilidade econômica e a preservação do meio ambiente dependem também de uma consciência ecológica e esta da educação. A sustentatibilidade deve ser um princípio interdisciplinar reorientador da educação, do planejamento escolar, dos sistemas de ensino e dos projetos político-pedagógicos da escola. Os objetivos e conteúdos curriculares devem ser significativos para o(a) educando(a) e também para a saúde do planeta.
4. A ecopedagogia, fundada na consciência de que pertencemos a uma única comunidade da vida, desenvolve a solidariedade e a cidadania planetárias. A cidadania planetária supõe o reconhecimento e a prática da planetaridade, isto é, tratar o planeta como um ser vivo e inteligente. A planetaridade deve levar-nos a sentir e viver nossa cotidianidade em conexão com o universo e em relação harmônica consigo, com os outros seres do planeta e com a natureza, considerando seus elementos e dinâmica. Trata-se de uma opção de vida por uma relação saudável e equilibrada com o contexto, consigo mesmo, com os outros, com o ambiente mais próximo e com os demais ambientes.
5. A partir da problemática ambiental vivida cotidianamente pelas pessoas nos grupos e espaços de convivência e na busca humana da felicidade, processa-se a consciência ecológica e opera-se a mudança de mentalidade. A vida cotidiana é o lugar do sentido da pedagogia pois a condição humana passa inexoravelmente por ela. A ecopedagogia implica numa mudança radical de mentalidade em relação à qualidade de vida e ao meio ambiente, que está diretamente ligada ao tipo de convivência que mantemos com nós mesmos, com os outros e com a natureza.
6. A ecopedagogia não se dirige apenas aos educadores, mas a todos os cidadãos do planeta. Ela está ligada ao projeto utópico de mudança nas relações humanas, sociais e ambientais, promovendo a educação sustentável (ecoeducação) e ambiental com base no pensamento crítico e inovador, em seus modos formal, não formal e informal, tendo como propósito a formação de cidadãos com consciência local e planetária que valorizem a autodeterminação dos povos e a soberania das nações.
7. As exigências da sociedade planetária devem ser trabalhadas pedagogicamente a partir da vida cotidiana, da subjetividade, isto é, a partir das necessidades e interesses das pessoas. Educar para a cidadania planetária supõe o desenvolvimento de novas capacidades, tais como: sentir, intuir, vibrar emocionalmente; imaginar, inventar, criar e recriar; relacionar e inter-conectar-se, auto-organizar-se; informar-se, comunicar-se, expressar-se; localizar, processar e utilizar a imensa informação da aldeia global; buscar causas e prever conseqüências; criticar, avaliar, sistematizar e tomar decisões. Essas capacidades devem levar as pessoas a pensar e agir processualmente, em totalidade e transdisciplinarmente.
8. A ecopedagogia tem por finalidade reeducar o olhar das pessoas, isto é, desenvolver a atitude de observar e evitar a presença de agressões ao meio ambiente e aos viventes e o desperdício, a poluição sonora, visual, a poluição da água e do ar etc. para intervir no mundo no sentido de reeducar o habitante do planeta e reverter a cultura do descartável. Experiências cotidianas aparentemente insignificantes, como uma corrente de ar, um sopro de respiração, a água da manhã na face, fundamentam as relações consigo mesmo e com o mundo. A tomada de consciência dessa realidade é profundamente formadora. O meio ambiente forma tanto quanto ele é formado ou deformado. Precisamos de uma ecoformação para recuperarmos a consciência dessas experiências cotidianas. Na ânsia de dominar o mundo, elas correm o risco de desaparecer do nosso campo de consciência, se a relação que nos liga a ele for apenas uma relação de uso.
9. Uma educação para a cidadania planetária tem por finalidade a construção de uma cultura da sustentabilidade, isto é, uma biocultura, uma cultura da vida, da convivência harmônica entre os seres humanos e entre estes e a natureza. A cultura da sustentabilidade deve nos levar a saber selecionar o que é realmente sustentável em nossas vidas, em contato com a vida dos outros. Só assim seremos cúmplices nos processos de promoção da vida e caminharemos com sentido. Caminhar com sentido significa dar sentido ao que fazemos, compartilhar sentidos, impregnar de sentido as práticas da vida cotidiana e compreender o sem sentido de muitas outras práticas que aberta ou solapadamente tratam de impor-se e sobrepor-se a nossas vidas cotidianamente.
10. A ecopedagogia propõe uma nova forma de governabilidade diante da ingovernabilidade do gigantismo dos sistemas de ensino, propondo a descentralização e uma racionalidade baseadas na ação comunicativa, na gestão democrática, na autonomia, na participação, na ética e na diversidade cultural. Entendida dessa forma, a ecopedagogia se apresenta como uma nova pedagogia dos direitos que associa direitos humanos – econômicos, culturais, políticos e ambientais - e direitos planetários, impulsionando o resgate da cultura e da sabedoria popular. Ela desenvolve a capacidade de deslumbramento e de reverência diante da complexidade do mundo e a vinculação amorosa com a Terra.

2007-03-28

aula do dia 28/3 de e.a.II

Preparação do plano de investigação para o trabalho de grupo

Uma das primeiras tarefas do investigador é elaborar um plano de trabalho. Do ponto de vista prático, isso consiste em tentar elaborar um projecto de título, de bibliografia e de índice geral, assim como um esboço da introdução. Todos estes elementos começam por ser apenas instrumentos destinados a clarificar e organizar as nossas ideias e a auxiliar a planificação do trabalho do dia a dia. Serão frequentemente modificados à medida que a investigação avançar, de tal forma que, se houver um verdadeiro salto qualitativo no nosso conhecimento do tema que estamos a estudar, eles poderão estar irreconhecíveis no trabalho final. Nesta primeira fase não há preocupações com as questões de estilo. O que interessa é tentar pôr no papel as nossas ideias. Se depois de escritas, elas nos parecerem obscuras ou mesmo ininteligíveis, é mais natural que o problema resulte de as nossas ideias serem mesmo pouco claras, do que de dificuldades de expressão ou redacção.
O título define e delimita o tema, o índice geral organiza e relaciona os diferentes aspectos e partes do tema, permitindo enquadrar todas as abordagens analíticas e de pormenor num visão sintética e de conjunto. O projecto de bibliografia corresponde a um plano de pesquisa. O esboço de introdução tem em vista esclarecer as nossas ideias sobre os objectivos, ponto de partida e métodos da nossa investigação. O rendimento da investigação depende da sua boa preparação. Investigar é antes de mais interrogar. Para tal temos que saber bem quais as questões de partida que queremos colocar no início do Estudo.
Formalmente a preparação do plano de investigação inclui quatro fases distintas: 1) a escolha e identificação do tema; 2) a pesquisa preliminar e recolha de informação geral; 3) a análise preliminar e a 4) elaboração do plano de leituras/bibliografia.
1-Escolha e identificação do tema
◊- Escolher o tema da investigação a partir de um conjunto de factores: relevância no contexto da respectiva disciplina, interesses pessoais, possibilidades de orientação, existência e acessibilidade de fontes adequadas.
◊- Definir e delimitar o tema através de um título provisório do trabalho.
◊- Definir o tema em termos de uma questão principal
◊- Definir os principais conceitos e ideias -chave relacionados com o tema.
2-Pesquisa preliminar / Recolha de informação geral
Logo que o tema esteja escolhido é possível realizar uma pesquisa preliminar em livros e outros documentos, onde o tema se inclua (procurando os conceitos e ideias -chave já definidos), e ainda em obras de referência, como enciclopédias e dicionários. Estas obras podem remeter para a literatura específica mais importante e significativa sobre o assunto. Esta pesquisa preliminar tem em vista obter:
a) Um breve panorama do tema.
b) Um reportório dos mais importantes nomes de pessoas e locais, datas e conceitos associados com o tema.
c) Um léxico da principal terminologia especializada utilizada no tratamento do tema.
d) Um primeiro reportório da mais relevante bibliografia sobre o tema, citada nas fontes consultadas.
Elaborar fichas de leitura para a) e fichas separadas para cada tópico de b), c) e d).
3-Análise preliminar
A recolha efectuada durante a fase anterior deve permitir dar os primeiros passos na análise do tema:
a) Redefinir o tema de forma mais detalhada e através de questões mais específicas. O esforço posto na redefinição nesta primeira fase do projecto permitirá não perder de vista a visão de conjunto do tema e do seu enquadramento global, que se poderá tornar mais difícil numa fase mais avançada da investigação e, por outro lado, permitirá planear e obter maior rendimento na investigação posterior.
b) Equacionar as diferentes abordagens possíveis para “responder” ás questões de partida. Há que ter em conta que diferentes abordagens poderão obrigar à utilização de diferentes fontes e métodos de investigação.
c) Elaborar um plano de índice geral, organizando e relacionando os diferentes aspectos e partes do tema, procurando enquadrar todas as abordagens analíticas e de pormenor num visão sintética e de conjunto.
d) Elaborar um esboço de introdução, tendo em vista esclarecer as ideias sobre os objectivos, ponto de partida e métodos da investigação.
e) Identificar todas as ideias e palavras-chave que possam descrever ou estar relacionados com o tema, incluindo todos os sinónimos.
f) Identificar todos os principais conceitos que possam estar relacionados com o tema, incluindo os mais importantes nomes de pessoas e locais, datas e factos associados com o tema. Esta identificação permitirá não só alargar as ideias e palavras-chave utilizados na pesquisa bibliográfica, como melhorar a compreensão do contexto geral onde se integra o tema em estudo.
4- Plano de leituras/bibliografia
Proceder a uma pesquisa bibliográfica, documental, cibernética. Esta fase obriga a que o tema tenha sido previamente traduzido num conjunto de ideias e palavras-chave através dos quais se procede à pesquisa. Estas palavras dependerão naturalmente dos descritores utilizados nas bibliografias. Além da pesquisa por assuntos, pode revelar-se muito útil a pesquisa por autores cuja obra seja importante no âmbito do nosso trabalho. A pesquisa em livros e revistas é a mais frequente, mas também podemos proceder a buscas em teses ou actas de reuniões científicas.


MÉTODOS E TÉCNICAS EM EDUCAÇÃO DE ADULTOS

O CÍRCULO DE ESTUDO

1- Apareceu na Suécia nos finais do séc. XIX.
2- É um dos métodos mais indicados para a aprendizagem dos adultos.
3- Os círculos de estudo aparecem, não só utilizados por grupos informais de pessoas que pretendem aumentar o seu nível de conhecimentos, mas também ao serviço das grandes organizações políticas, sindicais, culturais que os aproveitam e estruturam segundo os seus objectivos.
4- As pessoas ajudam-se umas às outras apoiando-se nas suas experiências pessoais. São os participantes que decidem o que vão estudar, tendo em conta as suas necessidades e aptidões.
5- Os temas são praticamente ilimitados. Pode fazer-se praticamente tudo – tocar instrumentos, pintar, aprender línguas, estudar matemática, aumentar a formação profissional, debater diversos assuntos, discutir assuntos políticos e outros, investigar a etnografia e a ecologia da região, etc...
6- O número de participantes não deve ser inferior a 5 nem superior a 12.
7- Deve-se ter em consideração o grau de instrução, o nível etário dos participantes e a experiência profissional.
8- O local de reunião pode ser a casa de um participante, as instalações de uma casa do povo, de um clube, ou outro local escolhido pelos participantes.
9- O líder tem um papel oposto ao professor tradicional. A sabedoria está no grupo e não no líder. O líder deve ter capacidade de comunicação e um mínimo de conhecimentos sobre a forma como os adultos aprendem e como motivar as pessoas para a aprendizagem e mudança de atitudes e valores.
10- O horário de funcionamento é acordado entre os participantes funcionando normalmente ao fim da tarde ou à noite.
11- O número de sessões também é determinado pelos elementos que constituem o grupo. Normalmente é considerado razoável o número situado entre dez e vinte sessões. Estas podem ocorrer uma vez por semana ou quinzenalmente.
12- Não devem durar mais do que duas horas nem menos de uma hora.
13- É possível utilizar várias estratégias: trabalho de grupo, trabalho individual, entrevistas, visitas de estudo, representação, conferência, exposições, etc...
14- Este método requer material de estudo. A recolha de material de estudo deve ser efectuado pelos participantes. Os livros e textos utilizados devem ser acessíveis a todos os participantes.
15- As sessões são programadas. Há tarefas a realizar pelos participantes no intervalo das sessões, nomeadamente recolha de dados, leitura de textos, pesquisa bibliográfica, etc…A programação deve ser cuidadosamente discutida entre todos.
16- Um ponto importante é a avaliação contínua da forma como decorrem as sessões. Esta é realizada em forma de conversa informal. Deve verificar-se se a metodologia e as tarefas a executar entre as diversas sessões estão a ser cumpridas.


A REPRESENTAÇÃO

A Representação é um método um tanto parecido com o método dos casos. A maior diferença é que neste método alguns participantes representam situações. Tal como nos casos, a representação é depois discutida pelo grupo como um todo. Este método é particularmente bom quando o objectivo é compreender as relações entre pessoas em dadas situações e treinar os participantes para enfrentar tais situações. Existe uma diferença entre ler acerca dos sentimentos e tentar representá-los. Com este método é mais fácil a aproximação à experiência real. Também para aqueles que assistem é mais estimulante do que uma conversa ou um texto sobre o mesmo tópico. As pessoas que estão a assistir podem, muitas vezes, ver-se nos papéis representados e desse modo ganharem auto-compreensão.
Os passos a dar no sentido de utilizar este método são os seguintes:
1- Definir o problema sobre o qual se lança luz e tentar visualizá-lo
2- Determinar os papéis a serem representados
3- Distribuir os papéis
4- Dar instruções aos actores e à assistência
5- Representar a cena
6- Discutir e analisar

A representação da cena deve ser espontânea e não ensaiada. As características gerais, contudo, de cada papel deverão ser cuidadosamente trabalhadas e dadas a cada actor durante o período das instruções. Também deve haver algum plano para os arranjos físicos. A representação deverá ser apresentada à assistência. Esta representação conterá os objectivos, a situação, os papéis e outras informações necessárias, relativas ao que está subjacente à representação.


MÉTODO DOS CASOS

O Método dos Casos estimula os participantes de um modo muito particular. Este método aproxima a aprendizagem da vida real. Não se dão aos adultos educandos/ participantes na sessão teorias gerais ou regras. Dá-se um texto que descreva uma situação da vida real. Um relatório detalhado de um acontecimento, de um incidente ou de uma situação. Pode ser real ou inventado. Pode ser seguido de questões para os participantes reflectirem. Os membros do grupo lêem a história do caso antes da reunião. Na reunião eles analisam e discutem o caso como acharem útil ou dirigidos por perguntas do orientador. Esta análise devia, por vezes, ser levada a cabo com a ajuda de uma pessoa de recursos que tenha consideráveis conhecimentos do meio a que se reporta a situação. O método dos casos é utilizado para revelar os problemas e as soluções encontradas numa determinada situação, para ajudar as pessoas a desenvolver as suas capacidades analíticas e para ajudar a encontrar soluções para os problemas colocados. A história do caso deve ser breve embora relativamente completa, dando ao leitor informação suficiente para lhe permitir uma análise e discussão profundas. Dependendo da complexidade da situação descrita, pode ter uma extensão de 500 a 3000 palavras. Normalmente ela descreve o que é conhecido acerca do ambiente, ou a história da situação e a própria situação. Se quiser ensaiar este método pode tirar casos, utilizando uma das fontes: livros, panfletos, uma pessoa qualificada a quem pede para escrever um caso, ou a partir da experiência de um dos elementos do grupo.



GRUPO DE DISCUSSÃO

O grupo de discussão é um método que exige a participação das pessoas e que pode servir para partir para estudos mais exigentes que a conferência , por exemplo. Deve formar-se um núcleo de poucas pessoas, incluindo o educador de adultos, que estejam interessadas em discutir diferentes tópicos. Essas pessoas fazem uma lista de tópicos a serem discutidos nas duas primeiras reuniões e encarregam-se de procurar alguém que faça a apresentação de cada tópico. Combinam também uma noite da semana para a discussão. Depois fazem propaganda da ideia de um grupo de discussão regular que se reunirá semanalmente no dia x e os respectivos tópicos das duas primeiras reuniões. Toda a gente será bem vinda. Logo na primeira reunião anotam-se os nomes de todos aqueles que comparecerem e faz-se sentir que a partir de agora são membros do grupo de discussão. Eles devem ser encorajados a trazerem novos membros para a reunião seguinte. Também se deve dizer que se espera que as pessoas participem na discussão. No fim da reunião discutem-se os temas das sessões seguintes e escolhem-se alguns.


CÍRCULO DE ESTUDO

O Círculo de Estudo nasceu como resposta às necessidades dos trabalhadores rurais. Eles queriam lutar pela democracia política. Mas também queriam partilhar do desenvolvimento educacional e cultural. Não havia pessoas instruídas em número suficiente que se oferecessem como voluntárias para assumirem o papel de professores. As classes mais privilegiadas mantinham a educação e a cultura como prerrogativa própria. Nessa situação de necessidade nasceu o Círculo de Estudo. A ideia básica consiste em que um grupo de pessoas quisesse estudar algo se juntasse e comprasse livros ou pedisse emprestados. Os livros circulavam entre todos para serem lidos pelos membros do grupo. Uma ou duas vezes por semana eles reuniam para se ajudarem uns aos outros a compreender aquilo que estavam a ler, para completarem a sua informação com a sua própria experiência e para discutirem o tópico a fundo. Isto quer dizer que estudavam sem um professor ou sem um especialista no assunto. Tinham de se apoiar nas suas fontes escritas e na sua boa compreensão. Neste método a palavra escrita é a fonte de conhecimento. O orientador do Círculo pode ser uma pessoas qualificada, um especialista, ou pode ser escolhido no seio do grupo. Os participantes decidem em conjunto o que vão estudar. Os círculos de estudo têm normalmente entre 8 a 12 membros. Doze deve ser o número limite no sentido de se aproveitar ao máximo a dinâmica do grupo. A responsabilidade de tudo o que acontece nos seus estudos é de todo o grupo. Num círculo de estudo são utilizadas diversas estratégias como trabalho de grupo, discussão, trabalho individual, entrevista, conversas informais, representação, elaboração de projectos...


O ESTUDO DO LOCAL

O Estudo do Local deverá ser distinguido do método, muito comum, chamado visita de estudo. O Estudo do Local é a visita de estudo ao contrário. A vista de estudo é precedida de uma grande quantidade de informação dada na escola. Depois a visita é uma demonstração das aplicações práticas da teoria/informação produzida na sala de aula. O Estudo do Local, pelo contrário, significa começar pelo local. O grupo escolhe uma certa área da vida em que está interessado em aprender mais. Então vão estudá-la no local. Fazem observações, entrevistam pessoas, tomam notas de como as coisas funcionam ou não funcionam. Depois regressam à sala de aula para aprenderem alguma teoria sobre o que observaram; discutem e tentam sugerir soluções para os problemas. Depois, voltam de novo ao local e relacionam as suas observações com a teoria. O local é a base e a plataforma para os seus estudos. Estes estudos têm um carácter de investigação e tornam-se muito estimulantes. O conhecimento não lhes é oferecido numa bandeja. Contudo, este método deve ser bem planeado juntamente com o grupo e há cuidados a Ter no sentido de evitar que os alunos fiquem desnorteados com muita informação e não a saibam depois tratar. Um dos maiores perigos para este método em educação de adultos é o conservadorismo do educador pelo receio de se confrontarem com áreas do conhecimento que não dominam.


O DEBATE

O debate é essencialmente uma reflexão crítica em comum; uma reflexão que ajuda a ir para além da emoção espontânea. Isto dá a possibilidade de criticamente chegar a várias conclusões. O Debate é uma forma de Diálogo Organizado. É preparado e tem um determinado objectivo. Geralmente é utilizado para analisar um assunto e chegar a determinadas conclusões. O moderador apresenta o tema. Dirige-se aos interlocutores dando a palavra. Centra o tema e resume as conclusões no final da sessão. Quando é espontâneo não há Debate mas Diálogo ou Conversação. É a forma mais natural das pessoas se expressarem. Não é preparado, por isso utilizam-se palavras simples e não há a preocupação de concluir os raciocínios. Há várias modalidades de Debate, como a mesa redonda, se participam poucas pessoas, todas podem intervir, nenhuma tem mais autoridade que as outras. É do tipo informativo. Há o método Phillips 6.6.que é um debate para grupos numerosos que se utiliza para conhecer a opinião geral sobre um tema em pouco tempo. O grupo divide-se em sub-grupos de seis elementos que nomeiam um secretário. Discutem durante seis minutos sobre o tema. O secretário recolhe as conclusões que são lidas ao grupo. Há a Assembleia em que grupos grandes se reúnem para tomar decisões muito importantes entre posições opostas. Os opositores que são os que mais sabem sobre o tema expõem os pontos de vista, resolvem dúvidas e depois vota-se


COMO CONDUZIR UMA REUNIÃO

- EVITE SENTAR-SE NA SECRETÁRIA
- ESCOLHA UMA SALA ONDE HAJA PRIVACIDADE, ESPAÇO SUFICIENTE E INFORMALIDADE
- COLOQUE UMA MESA, AO FUNDO DA SALA, COM BOLINHOS, CAFÉ, CHÁ OU SUMO, PARA QUE AS PESSOAS POSSAM CONVERSAR INFORMALMENTE ANTES E DEPOIS DA REUNIÃO
- SEJA PONTUAL
- NÃO ULTRAPASSE O LIMITE DE TEMPO
- PROCURE OUVIR AS OPINIÕES DE TODA A GENTE, TOME NOTAS, ACEITE SUGESTÕES E NÃO MONOPILIZE A PALAVRA
- COMECE A REUNIÃO COM PALAVRAS OPTIMISTAS, COM ALGUM SENTIDO DE HUMOR E APRESENTE UMA BOA DISPOSIÇÃO
- SEJA OBJECTIVO E CLARO NAS SUAS IDEIAS
- DEIXE AS PESSOAS COLOCAREM QUESTÕES E NÃO AS INTERROMPA
- TENHA EM CONSIDERAÇÃO O COMPORTAMENTO DAS PESSOAS, A SUA ANSIEDADE, O SEU CANSAÇO, AS SUAS EXPECTATIVAS
- PARTILHE COM AS PESSAS AS SUAS IDEIAS
- NÃO SE IRRITE COM POSSÍVEIS CRÍTICAS



FORMAS E MÉTODOS DE EDUCAÇÃO DE ADULTOS

Exercício prático

1- Indique o nome do método apresentado
2- Quais as suas vantagens?
3- Quais os passos a dar no sentido de utilizar este método?



É um método um tanto parecido com o método dos casos. Tal como nos casos, a situação é depois discutida pelo grupo como um todo. Este método é particularmente bom quando o objectivo é compreender as relações entre pessoas em dadas situações e treinar os participantes para enfrentar tais situações. Existe uma diferença entre ler acerca dos sentimentos e tentar vivenciá-los. Com este método é mais fácil a aproximação à experiência real. Também para aqueles que assistem é mais estimulante do que uma conversa ou um texto sobre o mesmo tópico. As pessoas que estão a assistir podem, muitas vezes, ver-se a si próprias e desse modo ganharem auto-compreensão.
A situação deve ser espontânea e não ensaiada. As características gerais, contudo, de cada um deverão ser cuidadosamente trabalhadas e dadas a cada um durante o período das instruções. Também deve haver algum plano para os arranjos físicos. A situação deverá ser apresentada aos outros. Conterá os objectivos, a situação e outras informações necessárias relativas ao que está subjacente à actividade.


Exercício prático

4- Indique o nome do método apresentado
5- Quais as suas vantagens?
6- Quais os passos a dar no sentido de utilizar este método?




Um grupo de funcionários dos Serviços de Acção Social da Câmara de Alcoutim quer promover uma campanha para o planeamento familiar no concelho. Querem preparar bem a acção, pois é muito importante serem bem sucedidos. Nunca fizeram nenhuma acção deste tipo estão preocupados com o que poderá acontecer. Decidem então, numa fase de preparação, realizar um exercício, no âmbito do seu próprio grupo de trabalho que se deslocará aos montes, onde alguns desempenham papéis de homens e mulheres da aldeia, outros representam os papéis dos funcionários da autarquia. Eles fazem isto para compreender o modo como as pessoas da região poderão reagir à sua campanha, que atitudes poderão demonstrar, que receios poderão expressar.


Exercício prático

7- Indique o nome do método apresentado
8- Quais as suas vantagens?
9- Quais os passos a dar no sentido de utilizar este método?



Este método estimula os participantes de um modo muito particular. Este método aproxima a aprendizagem da vida real. Não se dão aos adultos educandos/ participantes na sessão teorias gerais ou regras. Dá-se um texto que descreva uma situação da vida real. Um relatório detalhado de um acontecimento, de um incidente ou de uma situação. Pode ser real ou inventado. Pode ser seguido de questões para os participantes reflectirem. Os membros do grupo lêem a história antes da reunião. Na reunião eles analisam e discutem o caso como acharem útil ou dirigidos por perguntas do orientador. Esta análise devia, por vezes, ser levada a cabo com a ajuda de uma pessoa de recursos que tenha consideráveis conhecimentos do meio a que se reporta a situação. Este método é utilizado para revelar os problemas e as soluções encontradas numa determinada situação, para ajudar as pessoas a desenvolver as suas capacidades analíticas e para ajudar a encontrar soluções para os problemas colocados. A história deve ser breve embora relativamente completa, dando ao leitor informação suficiente para lhe permitir uma análise e discussão profundas. Dependendo da complexidade da situação descrita, pode ter uma extensão de 500 a 3000 palavras. Normalmente ela descreve o que é conhecido acerca do ambiente, ou a história da situação e a própria situação. Se quiser ensaiar este método pode fazê-lo, utilizando uma das fontes: livros, panfletos, uma pessoa qualificada a quem pede para escrever uma situação, ou a partir da experiência de um dos elementos do grupo.


Exercício prático

10- Indique o nome do método apresentado
11- Quais as suas vantagens?
12- Quais os passos a dar no sentido de utilizar este método?


A seguir apresenta-se um conjunto de técnicas:
1- Introduzir o tópico ou apresentar alguém que o faça
2- Anunciar o tempo limite
3- Declarar aberta a sessão para alguém que queira falar
4- Dar a palavra à primeira pessoa que pedir
5- Observar continuamente todo o grupo a fim de atender aqueles que manifestam vontade de participar. Escrever os seus nomes numa lista pela ordem que ao viu.
6- Dar a palavra a cada um por sua vez.
7- Ajudar a clarificar pontos que não foram ouvidos ou bem compreendidos por todos.
8- Deixar que as pessoas interrompam a ordem da lista se aquele que interromper declarar que a sua intervenção será:
. esclarecedora ou
. uma pergunta ao último orador ou
. uma resposta directa ao último orador ou
.uma questão de ordem
9- Se achar útil pode resumir alguns pontos e recomeçar a discussão a partir daí.
10- Quando faltar 15 minutos para terminar deverá anunciar e dar oportunidade para falar quem falou menos.
11- Depois da contribuição do último orador deverá resumir a discussão e agradecer a contribuição de todos.

Exercício prático

13- Indique o nome do método apresentado
14- Quais as suas vantagens?
15- Quais os passos a dar no sentido de utilizar este método?



Este método exige a participação das pessoas e pode servir para partir para estudos mais exigentes que a conferência, por exemplo. Deve formar-se um núcleo de poucas pessoas, incluindo o educador de adultos, que estejam interessadas em discutir diferentes tópicos. Essas pessoas fazem uma lista de tópicos a serem discutidos nas duas primeiras reuniões e encarregam-se de procurar alguém que faça a apresentação de cada tópico. Combinam também uma noite da semana para a discussão. Depois fazem propaganda da ideia e informam que haverá reuniões semanalmente no dia x e os respectivos tópicos das duas primeiras reuniões. Toda a gente será bem vinda. Logo na primeira reunião anotam-se os nomes de todos aqueles que comparecerem e faz-se-lhes sentir que a partir de agora são membros. Eles devem ser encorajados a trazerem novos membros para a reunião seguinte. Também se deve dizer que se espera que as pessoas participem. No fim da reunião discutem-se os temas das sessões seguintes e escolhem-se alguns.



Exercício prático

16- Indique o nome do método apresentado
17- Quais as suas vantagens?
18- Quais os passos a dar no sentido de utilizar este método?



Não se pense que esta forma de educação de adultos é sempre algo de grandioso e dispendioso. Muitas vezes utilizando meios simples podemos ser bastante eficientes. O efeito pode ser exactamente o mesmo de uma actividade de teatro local tanto para as pessoas que organizam como para as outras, o público-alvo. Um grande rolo de papel grosso pode servir de fundo. Sobre ele pode utilizar os materiais mais diversos. Embora seja simples de fazer, deve ser atraente. È um erro encher com muita coisa. Deve ter um texto ou um folheto para oferecer. Isso possibilitará que as pessoas levem para casa e reforçará o efeito da aprendizagem. Também há o risco de as pessoas olharem só superficialmente, isso depende de como é feita e da forma como se dá oportunidade de as pessoas serem capazes ou não de captar a coerência e a mensagem a transmitir.





Exercício prático

19- Indique o nome do método apresentado
20- Quais as suas vantagens?
21- Quais os passos a dar no sentido de utilizar este método?


A ideia básica consiste em que um grupo de pessoas quisesse estudar algo se juntasse e comprasse livros ou pedisse emprestados. Os livros circulavam entre todos para serem lidos pelos membros do grupo. Uma ou duas vezes por semana eles reuniam para se ajudarem uns aos outros a compreender aquilo que estavam a ler, para completarem a sua informação com a sua própria experiência e para discutirem o tópico a fundo. Isto quer dizer que estudavam sem um professor ou sem um especialista no assunto. Tinham de se apoiar nas suas fontes escritas e na sua boa compreensão. Neste método a palavra escrita é a fonte de conhecimento. O orientador pode ser uma pessoa qualificada, um especialista, ou pode ser escolhido no seio do grupo. Os participantes decidem em conjunto o que vão estudar. São normalmente entre 8 a 12 membros. Doze deve ser o número limite no sentido de se aproveitar ao máximo a dinâmica do grupo. A responsabilidade de tudo o que acontece nos seus estudos é de todo o grupo. São utilizadas diversas estratégias como trabalho de grupo, discussão, trabalho individual, entrevista, conversas informais, representação, elaboração de projectos...



Exercício prático

22- Indique o nome do método apresentado
23- Quais as suas vantagens?
24- Quais os passos a dar no sentido de utilizar este método?



O grupo escolhe uma certa área da vida em que está interessado em aprender mais. Então vão estudá-la no local. Fazem observações, entrevistam pessoas, tomam notas de como as coisas funcionam ou não funcionam. Depois regressam para aprenderem alguma teoria sobre o que observaram; discutem e tentam sugerir soluções para os problemas. Depois, voltam de novo ao local e relacionam as suas observações com a teoria. O local é a base e a plataforma para os seus estudos. Estes estudos têm um carácter de investigação e tornam-se muito estimulantes. O conhecimento não lhes é oferecido numa bandeja. Contudo, este método deve ser bem planeado juntamente com o grupo e há cuidados a ter no sentido de evitar que os educandos fiquem desnorteados com muita informação e não a saibam depois tratar. Um dos maiores perigos para este método em educação de adultos é o conservadorismo do educador pelo receio de se confrontarem com áreas do conhecimento que não domina.


Exercício prático

28-Indique o nome do método apresentado
29-Quais as suas vantagens?
30-Quais os passos a dar no sentido de utilizar este método?


É essencialmente uma reflexão crítica em comum; uma reflexão que ajuda a ir para além da emoção espontânea. Isto dá a possibilidade de criticamente chegar a várias conclusões. Geralmente é utilizado para analisar um assunto e chegar a determinadas conclusões. O moderador apresenta o tema. É a forma mais natural das pessoas se expressarem. Não é preparado, por isso utilizam-se palavras simples e não há a preocupação de concluir os raciocínios. Reúne grupos numerosos que se utiliza para conhecer a opinião geral sobre um tema em pouco tempo. O grupo divide-se em sub-grupos de seis elementos que nomeiam um secretário. Discutem durante seis minutos sobre o tema. O secretário recolhe as conclusões que são lidas ao grupo. Respeita-se a palavra de cada, age-se com calma e respeito e aceitam-se todas as opiniões. Resume as conclusões no final da sessão

2007-03-21

Textos resultantes da aula de animação de leitura -e.a:II

Texto 1
As tartarugas têm em média 150 anos de vida, então porque é que o homem tem apenas 75 anos de vida?
Pois, porque 75 anos não são nada, há animais que vivem uma eternidade. Apesar disso há quem diga que uma pessoa que vive 75 anos é velha e que já não serve para fazer nada, é inútil. É este o estereótipo que é criado em torno dos idosos, como pessoas que já não são úteis, mas na verdade isto não é bem assim. A velhice é uma fase da vida como outra qualquer, a etapa por que alguns têm o privilégio de passar, esta é uma fase que deve ser vista como uma altura da vida em que se deve aproveitar ao máximo, porque já não se sabe quanto tempo ainda nos resta. Devemos viver ao máximo e aproveitar o que a vida nos oferece! The end.

Texto 2
Era uma vez um homem que foi testado por Deus. Era um homem muito rico e poderoso que tinha uma familia muito unida e feliz. Certo dia Deus decidiu testar como este homem reagiria numa situação delicada.A sua mulher adoeceu e ele ficou muito triste, consultaram todos os médicos mas nenhum lhe soube dizer qual era a doença da sua esposa, mas certo dia decidiu consultar um médico novo que era muito bom.Era uma pessoa prestável, culta e que tinha um enorme sucesso pela sua competência. Este médico era um inútil pois não sabia distinguir um termómetro de um auscultador. Meu Deus olha onde eu vim parar?!Naquele instante ele teve consciência que Deus era uma coisa boa e bonita. Não sabia se estava ali naquele momento mas quem era ele para desmentir.

Texto 3
Era uma vez uma lagarta, que vivia na horta do Sr. José. A Dna. Lagarta ea muito gulosa e adorava alfaces. Até que um dia, encontrou o senhor lagarto. Encantada, ficou com os olhos com corações porque o senhor lagarto era muito atraente e sentiu-se completamente apaixonada. Combinaram logo um cafezinho e o senhor lagarto foi buscá-la a casa na sua limusina. Então foram passear até ao pé do laguinho onde esta um snack-bar da Sapa Maria. Pararam lá para comer um gelado maravilhoso e assim continuaram. Depois do gelado foram passear de mãos dadas para o parque dos anões. Quando lá chegaram encontraram a dona Cultilde e perguntaram-lhe pela casinha do Sonecas, sim… de um dos anões do filme animado da Branca de Neve. A Branca de Neve era escrava lá da casa. Os filhos eram uns porcalhões e ela só limpava, só limpava. Por fim, suicidou-se e a família ficou muito triste.

Texto 4
História da minha cabeça e dos outros também…
Era uma vez, uma menina que queria ser feliz, contudo a sua vida estava repleta de obstáculos mas essa menina era determinada e cheia de garra, uma verdadeira lutadora. Não deixava que nada de mal acontecesse aos seus amigos, à sua família, aos animais. Adorava passear pelos caminhos da vida, procurar algo de novo que me fizesse sentir importante, útil para alguém, não sei se alguma vez iria consegui-lo mas podia pelo menos tentar. Fui à procura de alguém que me pudesse ajudar a encontrar o astronauta, para me ensinar a voar daqui para fora, rumo ao universo. E finalmente chegou o dia! Vou finalmente conhecer a lua, vou voar até lá, com os pozinhos de perlimpimpim do Peter Pan, vou voar até tocar na lua e lá vou encontrar e ver a beleza da terra, as luzes, as cores, o tamanho. É mesmo bonito. Como é bom existir uma “coisa” tão linda mas que todos os dias acontece. O nascimento é um grande milagre, quando se é mãe o sentimento de amor pelo filho é uma sensação grandiosa e esplendorosa.

Texto 5
Era uma vez uma menina que não sabia ler nem escrever, então decidiu inscrever-se numa escola para aprender a ler e a escrever, inscreveu-se numa escola pública, onde havia muitos meninos e meninas da sua idade. Lá na escola conheceu um menino branquinho cheio de sardas e de olhos azuis com o cabelo ruivo. Os dois apaixonaram-se perdidamente ele era o seu rei, e ela a sua rainha. Nos primeiros tempos, o menino ofereceu-lhe flores e bombons, mas passado algum tempo ela deixou de querer flores e bombons, começou a querer uma viagem ás Fidji. Sim…era isso que queriam e era isso que iam fazer. Foram à conta bancária dos pais e sacaram o dinheiro todo, muito contentes, dirigiram-se a uma agência turística e decidiram viajar por todo o mundo, indo-se habitar no Japão.


Texto 6
História “O Pescador e Ela…”

Houve em tempos um pescador que vivia na Galileia. Ele tinha um pequeno barquinho que servia por vezes para ir pescar para arranjar comida para a sua família, ele por vezes também aproveitava o barquinho para passear com a sua bela namorada de que ele amava tanto de seu nome Vera. Ele era um rapaz muito inteligente, divertido e até era muito “cobiçado” pelas raparigas da sua idade. Todas as pessoas gostavam dele, ele era um símbolo, tal como o nosso Fragoso, 1 líder carismático, todo ele é carisma. No fundo, o que eu queria era puder ter o prazer de aprender algo mais com ele. Porque se eu conseguir ser um líder, vou procurar fazer o bem, ajudar o outro, lutar pelo bem na terra entre as pessoas, entre as pessoas e os animais, entre as pessoas e a Natureza… Deve-se lutar por um mundo harmonioso. Temos que tentar ser felizes e mais que isso tentar fazer os outros felizes, levar um pouco de paz e de amor a todas as pessoas que estavam presentes naquele casamento. Agradeceram a todos a presença na festa. E que a verdade e a amizade permaneça para sempre.


Texto 7
Era uma vez um tomate roxo que era muito infeliz por ter uma cor tão esquisita. O tomate roxo vivia numa comunidade hortícola e andava muito solitário, pois não tinha amigos e toda a gente gozava com ele. Ele sentia-se muito só e queria um amigo para poder partilhar as suas experiências e histórias de vida. Então decidiram convidá-lo para jantar em sua casa, nessa noite. Ele chegou com um presente para ela, um amuleto que os iria juntar para sempre.
Assim declaram amor eterno. Passaram-se anos e anos e eles sempre juntos constituíram família, envelheceram juntos e até foram enterrados juntos.
As suas almas andavam de mãos dadas pela eternidade, tal como o seu amor sempre juntos e felizes.
As pessoas até se questionaram como era possíveis duas pessoas amarem-se com tanta paixão. Tanta paixão que era doentia …pareciam duas carraças doentes…pior que “bostic”, já corria a ideia que se iam juntar, o que aumentou os murmurinhos lá do sitio. Então viveram felizes para sempre.

2007-02-26

programa do seminário de investigação

I – Introdução
A disciplina de Seminário de Investigação tem como principal objectivo proporcionar a construção de novos conhecimentos e o desenvolvimento de novas competências que permitam aos alunos realizar um trabalho de investigação.
As actividades a desenvolver no 2º Semestre deverão ser orientadas no sentido da resolução de problemas, numa tentativa de averiguar, indagar e procurar respostas às diversas questões com que os alunos se confrontam. Assim, durante as aulas de Seminário procurar-se-á aprofundar tais questões de uma forma realista, de modo a ajudar a que compreendam e executem as tarefas necessárias para realizarem com sucesso o trabalho de investigação.
Neste contexto o trabalho realizado ao longo da disciplina de Seminário de Investigação deverá privilegiar o tratamento de processos de participação, comunicação, tomada de consciência dos problemas e a assunção de responsabilidades, no sentido de permitir que os alunos aprendam a conhecer e a intervir melhor sobre o objecto de estudo. Neste processo de investigação os alunos deverão ser capazes de integrar todos os conhecimentos adquiridos, no Curso, nos anos anteriores.
O Seminário de Investigação tem uma carga horária de 4 horas semanais.

II – Objectivos
1- Desenvolver nos (as) futuros (as) profissionais em Educação e Intervenção Comunitária um capital prático de aplicação do conjunto de elementos do quadro teórico e metodológico, apreendidos ao longo do curso.
2- Construir novas competências investigativas.
3- Promover a capacidade de questionamento, observação e reflexão.
4- Compreender o processo de realização de um trabalho de investigação no âmbito da educação e intervenção comunitária.
5- Dotar o(a) aluno(a) com a capacidade de realizar abordagens diversificadas em contextos de educação/intervenção, operando em simultâneo uma pesquisa aprofundada da realidade social.

III – Conteúdos
1. Normas formais de trabalhos de investigação.
2. Investigação qualitativa.
3. Estudos de caso.
4. Histórias de Vida
5. Abordagens biográficas.
6. Estudos de observação.
7. Análise de dados.
8. Redacção da investigação.
(Nota: outros conteúdos serão abordados de acordo com as necessidades expressas pelos alunos).

IV – Metodologia
A disciplina de Seminário de Investigação funciona, semanalmente, com uma carga horária de 4 horas lectivas. O funcionamento do Seminário será assegurado pelos docentes António Fragoso, Hélder Raimundo e Joaquim do Arco, com o apoio da docente Cláudia Luísa. Ao longo do semestre desenvolver-se-ão diferentes actividades com recurso a estratégias diferenciadas, tendo por base um processo de ensino/aprendizagem de cariz construtivista. Daí que se privilegiem as metodologias dialógicas e participativas. Os trabalhos a realizar na sala de aula têm por principal finalidade ajudar à realização da investigação.
O Trabalho de Investigação poderá ser efectuado sob a forma de trabalho individual ou trabalho de grupo de alunos. Os alunos/grupos serão distribuídos pelo conjunto dos docentes do Grupo Disciplinar de Sociologia, sendo que a orientação de todo o processo de desenvolvimento do trabalho de cada aluno, ou grupo, será acompanhado sempre pelo mesmo orientador. Cada aluno ou grupo deverá reunir regularmente com o seu respectivo orientador, em moldes mutuamente acordados.
No final do semestre os alunos/grupos deverão entregar dois exemplares do trabalho de investigação em suporte de papel (encadernado). O trabalho final será avaliado pelo orientador e por um arguente (docente do Curso); posteriormente haverá uma discussão oral do trabalho que terá uma duração aproximada de 30 minutos: 15 minutos para apresentação e 15 minutos para discussão.

V – Actividades
As sessões de orientação decorrem de acordo com o estabelecido entre os docentes orientadores e os alunos.
O calendário de apresentação, em turma, dos capítulos que constituem o trabalho de investigação, decorre nas seguintes datas (sempre à 2ª feira, das 14 às 18h na sala 96):
19 de Março: capítulo de Enquadramento teórico;
16 de Abril: capítulo de Metodologia;
21 de Maio: capítulo de Análise de dados;
4 de Junho: capítulo de Conclusões.

A entrega do trabalho deve ser feita até ao dia 18 de Junho.

VI – Avaliação
Face às características da disciplina de Seminário de Investigação, a avaliação deverá ser contínua e constituir-se como um processo construtivo, que assuma um papel decisivo no processo de ensino/aprendizagem, privilegiando o domínio dos conhecimentos, das atitudes e valores e das capacidades.
A classificação final da disciplina de Seminário de Investigação deverá assumir um carácter global, depois de analisados e ponderados os resultados obtidos a partir de: por um lado, da observação pontual e intuitiva do empenhamento revelado pelos alunos nas tarefas, na capacidade de comunicação, de cooperação com os colegas, na aplicação de conhecimentos e da participação nos debates e discussões; e, por outro lado, da avaliação do produto final e da discussão do trabalho.
Assim, a avaliação compreenderá os seguintes parâmetros:
1. Avaliação do desempenho demonstrado ao longo do trabalho de investigação, realizada pelo Orientador. Valor (25%);
2. Avaliação do trabalho final de investigação, realizada por um Arguente. Valor (40%);
3. Avaliação da discussão oral do trabalho de investigação, realizada pelo Arguente e pelo Orientador. Valor (35%).
(Nota: Esta discussão deverá ter um sentido fundamentalmente pedagógico).





Bibliografia

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Internet - http://www.monografias.com/trabalhos

2007-02-17

pensamento

É a passagem de espectador a agente de mudança que permite fazer de cada época um tempo novo
Os tempos modernos não começam de uma vez por todas,
O meu avô já vivia numa época nova.
O meu neto talvez ainda viva na antiga
A carne nova come-se com velhos garfos.
Época nova não a fizeram os automóveis
Nem os tanques
Nem os aviões sobre os telhados
Nem os bombardeiros
As novas antenas continuaram a difundir as velhas asneiras.
A sabedoria continuou apassar de boca em boca
Bertolt Brecht

2007-02-13

Programa da Disciplina de Educação de Adultos II

1- INTRODUÇÃO

Somos o que fazemos
Mas somos principalmente
O que fazemos para mudar

O que somos

Eduardo Galeano

Considerada a Educação como uma forma de conhecimento que se constrói, progressivamente, na interacção das pessoas com o Mundo no sentido de ampliar as possibilidades que lhes são oferecidas em qualquer momento da sua vida, qualquer que seja a sua idade, origem social, educação anterior, experiência de vida, a disciplina de Educação de Adultos tem como principal finalidade propor aos alunos do 2º ano do Curso de Educação e Intervenção Comunitária um itinerário de formação que os conduza a uma incursão por diferentes domínios relativos à educação recorrente e extra-escolar, educação formal, educação não formal e informal, no sentido de construírem um entendimento aprofundado sobre Educação de Adultos.

2- ORGANIZAÇÃO
2.1. Critérios Gerais

A disciplina de Educação de Adultos II é uma disciplina semestral, com uma carga horária de 3 horas semanais, de carácter teórico e teórico-prático que implica a realização de um conjunto de actividades que visem a aquisição de conhecimentos e competências fundamentalmente técnicas e críticas que lhes permita Observar, Analisar e Reflectir sobre este campo do Social. A filosofia que orienta a disciplina procura ser coerente com o conceito de Educador Comunitário que se pretende formar, um técnico polivalente apto a agir em contextos diversificados, preparado para trabalhar individualmente, em grupo e para o grupo, capaz de interagir com realidades e problemáticas específicas do seu futuro desempenho profissional.

2.2. Objectivos
2.2.1. Objectivos Gerais
- Adquirir conhecimentos adequados ao agente educativo com intervenção na comunidade
- Abordar numa perspectiva sistémica e integrada o ensino não formal
- Conhecer diferentes perspectivas sobre Educação de Adultos
- Aplicar conhecimentos adquiridos ao longo do Curso
- Reflectir criticamente sobre as actividades desenvolvidas

2.2.2. Objectivos específicos
- Compreender a importância do papel do agente de Educação de Adultos face aos problemas que pessoas e grupos da população vivenciam na sua vida quotidiana
- Caracterizar modos de acção educativa com adultos
- Posicionar-se criticamente face aos problemas que afectam o bem estar das pessoas
- Realizar aprendizagens no âmbito do trabalho em grupo e do trabalho cooperativo
- Adoptar uma atitude dialogante no desenvolvimento das actividades teórico-práticas
- Reflectir as experiências de aprendizagem vivenciadas ao longo do processo de formação.

2.3. Conteúdos
1- A Formação em Educação de Adultos
2- Formas e Métodos de Educação de Adultos
3-A Educação Básica de Adultos
3.1. Alfabetização-Libertação
3.2. Método de Paulo Freire
3.3. Como jogar com a linguagem num Curso de Alfabetização
3.4. A aprendizagem da Matemática num C.E.B.A.
4- O Agente de Educação de Adultos
5- O Adulto Educando
6- A Avaliação em Educação de Adultos

2.4. Estratégias
- Exposição oral
- Trabalho individual
- Análise e discussão de textos
- Trabalho de grupo
- Comunicações
- Debates

3. AVALIAÇÃO
A avaliação contínua desta disciplina pretende constituir-se como um processo construtivo que assuma um papel decisivo no processo Ensino/Aprendizagem, privilegiando o domínio dos conhecimentos, das atitudes e valores e das capacidades. Sem prejuízo do carácter unitário da disciplina, serão considerados os seguintes elementos de avaliação:
1- Em termos individuais
a)- Participação e desempenho nas actividades realizadas no âmbito da disciplina. (Peso 2).
b)- Trabalho de grupo: (3)
Os alunos realizarão em grupo um trabalho até 25 páginas, de acordo com as normas do Curso, sobre um contexto de trabalho em Educação de Adultos no Algarve.
c)- Apresentação oral do trabalho. (Peso 2).
d) Comunicação escrita, individual, até 8 páginas, sobre um dos conteúdos do programa (Peso 2)
e) Apresentação oral do T.I. (1)

4-Cronograma de Actividades

1ª Semana (14/2) - Apresentação do programa
2ª (28/2) -Conteúdo 1
3ª (7/3) - Conteúdo 1
4ª (14/3) - Conteúdo 1
5ª (21/3) -Conteúdo 2
6ª (28/3) - Conteúdo 3
7ª (11/4) - Conteúdo 3
8ª (18/4) - Apresentação oral dos T.I.
9ª (2/5) - Trabalho Autónomo
10ª (9/5) - Trabalho Autónomo
11ª (16/5) - Conteúdo 4
12ª (23/5) - Conteúdo 5
13ª (30/5)- Conteúdo 6
14ª (6/6) - Apresentação oral dos trabalhos de Grupo
15ª (13/6) -Apresentação oral dos trabalhos de Grupo; Avaliação da disciplina



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LIMA, L. (1996) Educação de Adultos e Construção da Cidadania Democrática: Para uma Crítica do gerencialismo e da Educação Contabil. Inovação, 9, (3):283-298.

MAYO, P. (1999) Gramsci, Freire & Adult Education.. London. Zed Books.

MELO, A. (1981) “Educação de Adultos: Conceitos e Práticas” in M. Silva e M. Tamen (coord.), Sistema de Ensino em Portugal. Lisboa: Gulbenkian.

MOURA, H. C. (1979) Manual de Alfabetização. Lisboa: Editorial Caminho.

NORBECK, J. (1981) Formas e Métodos de Educação de Adultos. Braga: Universidade do Minho.

PIRES, L. (1981) “Contradição e Praxis na Educação de Adultos” in Política Educacional num Contexto de Crise e Transformação Social. Lisboa: Moraes Ed.

REIS, J. (1996) O Desenvolvimento Local: Condições e Possibilidades. In Rudy Hoven & Maria helena Nunes (Org.) Desenvolvimento e Acção Local. Lisboa. Edições Fim de Século

RIVIÉRE, R. (1990) O Analfabetismo. Prevenção e Formas de o combater. Algumas estratégias e experiências. Lisboa: D.G.E.E.

SAVATER, F.(1997) O Valor de Educar. Lisboa: Editorial Presença.

SAVATER, F.(2000) Ética para um Jovem. 6ªEdição. Lisboa: Editorial Presença.

SILVA, A. S. (1990) Educação de Adultos, Educação para o Desenvolvimento. Porto: ASA.

THOMAS, T.(1994) A Ecologia do Absurdo. Lisboa. Edições Dinossauro.

VÁRIOS (1995) Educacion Popular de Adultos en America Latina. Educacion de Adultos Y Desarrolo. Instituto de la Cooperacion Internacional de la Asociacion Alemana para Educacion de Adultos.

2007-02-12

Notas do Exame de Educação de Adultos I

Ester Fernandes - 6 (R)
Sofia Murta- 8 (R)
Andreia Henrique- 9 (R)
Vera Varela - 10 (A)

2007-02-07

Dialéctica

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...

(Vinicius de Moraes)

Exame de Educação de Adultos I

1- “ O que é Educação? Não há uma forma única de Educação, nem um único modelo. Em cada sociedade a Educação existe de maneira diferente. Em sentido amplo a Educação diz respeito à existência humana em toda a sua duração e em todos os aspectos.”. Comente
2- Qual a contribuição de Ivan Illich para a definição do conceito de educação de adultos?
3- Qual a influência exercida pela pedagogia de Celestin Freinet para a construção do pensamento de Paulo Freire sobre educação?
4- ““A problemática escolar no que se refere à escola básica tem representado um factor gerador de fenómenos de analfabetismo literal e funcional fazendo com que a rede pública de educação de adultos se torne num movimento de escolarização tipicamente remediativo.” Concorda? Justifique.
5-“A palavra participação, que remete para o termo latino «particeps», costuma ser definida como a acção do que tem, toma ou forma parte de algo e recebe algo em troca”. Desenvolva o conceito de participação referindo a diferença entre participação e parceria, tendo presente o papel da educação de adultos no desenvolvimento comunitário.
6-Em 1999 é criada em Portugal a Agência Nacional de Educação e Formação de Adultos (ANEFA), um instituto público sujeito à tutela e superintendência dos Ministros da Educação e do Trabalho e da Solidariedade. Caracterize o tipo de intervenção desenvolvido pela ANEFA nos diversos níveis no domínio da educação e formação de adultos.

2007-02-06

Avaliação da disciplina de Projecto de Investigação

itens:
Part. (20%) Recensão (25%) Obs. Cenário (10%) nota do Proj. Invest.(30%)Apres. Proj.(15%)
Tiago Vasco 11 15 14 14 - 13
Sónia Pirra 12 15,5 15 15,5 15 15
Dora Cristina 12 14 15 15,5 14 14
Marisa Serra 15 13 14 14,5 14 14
Alexandra Moreno 14 15 14 12 - 13
Lara Mourinho 8 15 15 15 - 13
Clara Inácio 14 14 15 15,5 14 15
Eunice Lopes 14 15,5 15 16 16 15
Helene Kaschlun 15 16 16 16 15 16
Neuza de Jesus 14 15 14 13 - 14
Carina Resende 15 16 16 16 15 16
Manuelzinho Leite 14 14 14 15 15 14
Adosinda 13 15,5 15 16 15 15
Carina Artur 15 15,5 15 16 - 15
Ana Luísa 16 14,5 15 15,5 16 15
Ana Bento 16 16,5 15 15 16 16
Ana Rita 14 16 15 15,5 15 15
Cátia Nevado 14 15 16 16,5 15 15
Daniela Gonçalves 16 15,5 15 15 14 15
Inês Rodrigues 14 16 16 16,5 16 16
Isa Mariano 16 15 15 15,5 16 15
Liliana Magueijo 15 15 15 16 15 15
Marta Coelho 15 15 15 16 15 15
Mónica Jeremias 16 15 14 14,5 14 15
Natacha Tavares 14 15 15 16,5 15 15
Rabeca Oliveira 16 16 15 15 15 15
Rita Beckman 16 16 16 17 15 16
Rossana Antunes 16 14 15 15 15 15
Sara Batista 16 15,5 15 15,5 15 15
Vanessa Palma 14 16 15 16 15 15
Vânia Serrano 16 15,5 16 17 15 16
Ana Gabriela 12 14 14 15,5 15 14
Alexandra Ferreira 14 14,5 15 15,5 15 15
Ana Sabóia 16 16 16 16 14 16
Joana Fernando 14 15 15 15 14 15
Maria Fernanda 16 15 15 16 13 15
Marília Cortiço 14 15 15 15,5 15 15
Carmen Santos 9 17 16 16 16 15

2007-01-30

poesia do dia

Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas a borboleta
E a flor é apenas flor.

Alberto Caeiro (1914)

2007-01-29

avaliação da disciplina de educação de adultos I

Itens de avaliação:
Participação, nota da frequência, nota da recensão, nota da apresentação Oral.

DORA BARRADAS 14 17 17 - 16
CLÁUDIA ALMEIDA 12 9,5 13 14- 12
ESTER FERNANDES 10 6 9 12- 9
MARIA PAULINO 8 13 12 14 - 11
SOFIA MURTA 8 4 9 - 8
BRUNA VICENTE 10 13 12 13 12
ISA FERNANDES 11 9 14 12 11
ANA FAÍSCA 17 15 14 - 15
ANA FERNANDES 15 12,5 11 13 13
ANA OLIVEIRA 15 14,5 15 13 15
ANDREIA CALISTO 17 16,5 16 15 16
ANDREIA HENRIQUE9 4,5 - - 6
ANDREIA SANTOS 14 10,5 13 15 13
ÂNGELA GAMA 15 13 12 14 13
CÁTIA RODRIGUES 15 12 12 12 13
CÁTIA FAÍSCA 10 11,5 13 14 12
CLÁUDIA MARTINS 14 9 13 16 12
DANIELA LUZ 16 14 16 16 15
INÊS PARENTE 10 9 11 12 10
JANA ROOSE 13 13,5 14 15 14
JORGE MACHADO 15 16 15 12 15
LARA SERAFIM 14 15 11 - 13
LEANDRA PIEDADE 15 12 14 12 14
LÍGIA PEREIRA 15 13,5 12 14 14
LILIANA CALADO 12 12,5 13,5 - 12
LILIANA GOMES 13 13 12 14 13
MÁRCIO R. 15 11 12 14 13
MARGARIDA LUZ 14 11 15 12 13
NEUZA ROSA 15 9 13 13 12
PAULA BRAZ 14 14 15 13 14
SARA 15 11,5 16 14 14
SOFIA SANTOS 14 10 12 14 12
TÂNIA SANTOS 13 10 14 14 13
VANESSA DIOGO 12 9 11 - 11
VERA VARELA 8 5,5 8 - 8
VERA SOARES 14 10,5 13 14 13
ANA LÚCIA 16 15,5 15 - 15
ANA MARGARIDA 14 14 12 14 14
BRÍGIDA REIS 13 15 15 13 14
NAIR DIAS 10 9 12 13 11
FRANCELINO 13 11 14 - 13

2007-01-16

Orientação dos trabalhos de investigação -4º ano

Sara Batista:"A problemática do tabagismo nos jovens da Esc. Sec. de Albufeira"
Ana Sabóia/Liliana Magueijo:"História de Vida da Tia Rita"
Ana Luísa/ Isa Mariano/ Marília Cortiço:"A dinâmica Associativa em. S. Bartolomeu de Messines"
Rita Beckman/ Vânia Serrano:"Palavras no Feminino – Relatos biográficos de uma jornalista e militante feminista"
Alexandra Ferreira/ Ana Rita/ Sónia Pirra:"Estudo de Caso- Os Imigrantes de Leste em Querença"
Manuelzinho Leite:"Integração dos estudantes cabo-verdianos na UAlg"
Daniela Gonçalves/Rossana Antunes/Joana Fernando:"Relatos Biográficos de três voluntários nos Palops"

2007-01-10

Avaliação dos projectos de investigação

Avaliação
Sara Batista:"A problemática do tabagismo nos jovens da Esc. Sec. de Albufeira"-15,5
Ana Sabóia e Liliana Magueijo:"História de Vida da Tia Rita"- 16
Mónica Jeremias:"Representações sociais sobre o trabalho do educador comunitário no Lar da Sta Casa da Misericórdia"-14,5
Ana Luísa,Isa Mariano, Marília Cortiço:"A dinâmica Associativa em. S. Bartolomeu de Messines"
15,5
Eunice Lopes eVanessa Palma:"O papel da religião no âmbito da educação comunitária"-16
Rita Beckman, Vânia Serrano:"Palavras no Feminino – Relatos biográficos de uma jornalista e militante feminista"17,5
Lara Mourinho:"A prática da prevenção da toxicodependência em contexto associativo na Quinta de S.Pedro"15
Alexandra Ferreira, Ana Rita e Sónia Pirra"Imigrantes de leste em Querença"-15,5
Ana Bento:"Crescer no Lar de Jovens “Gaivota”- 15,5
Marta Coelho:"Estudo do Centro de Acolhimento Temporário “Os Miúdos” da Casa da 1ª Infância de Loulé"-16
Cátia Nevado,Inês Rodrigues:"Estudo de caso de um grupo de mães adolescentes e o papel da Educação Comunitária"-16,5
Daniela Gonçalves,Rossana Antunes,Joana Fernando:"Relatos Biográficos de três voluntários nos Palops"-15
Dora Cristina:"O papel da mulher na comunidade piscatória da Ilha de Faro"-15,5
Marisa Serra:"Relatos de três adictos recuperados"-14,5
Natacha Tavares::"Integração socioprofissional de formandos de um curso EFA da ASMAL"-16,5
Helene Kaschlun:" Estudo de Caso da Deco em Faro - Apoio ao sobreendividamento"-16
Manuelzinho Leite:"Integração dos estudantes cabo-verdianos na UAlg"-15
Carina Artur e Carina Resende:"Estudo do Gabinete Escolar de Apoio à Educação Sexual na Escola E.B.2/3 Paula Nogueira"-16
Rabeca Oliveira:"Representações sociais sobre a violência nos idosos – Estudo realizado em Faro"-15
Clara Inácio:"Estudo de Caso - Projecto Seniores em Movimento"-15,5
Ana Gabriela:"A Animação Sócio - cultural na J. Freguesia da Sé"- 15
Adosinda Ventura e Fernanda Duque:"História de Vida de um “músico de intervenção”-16
Alexandra Moreno:"Subculturas no espaço universitário- Um estudo realizado no campus da Penha"-12
Neusa Jesus:"Rumos do Futuro – da prisão para inclusão. Um estudo realizado no E.P. de Sintra
13
Carmen Santos:"O Centro de Saúde de Lagos enquanto espaço de educação comunitária - 16

breve apreciação aos projectos de investigação

Sara Batista: "A problemática do tabagismo nos jovens da Esc. Sec. de Albufeira"
Problemática demasiado extensa, com referências pouco relevantes para o projecto, nomeadamente as referências à planta tabaco. Afirmações sobre os efeitos do tabaco???. Na contextualização do estudo há excesso de informação desnecessária para um projecto. Cuidado coma correcção formal. Alguns objectivos estão mal expressos. Na metodologia não justifica o Estudo de Caso
Ana Sabóia e Liliana Magueijo:"História de Vida da Tia Rita"
Problemática não está definida. Porquê a importância do tema antes da natureza do projecto?? Devia justificar na introdução o porquê da alteração.
Na descrição do contexto deviam falar não só da Junqueira como falar um pouco da vida da tia Rita nesse contexto que é a junqueira. Falam na população alvo o que era dispensável.
Nos objectivos há confusão entre os gerais e os específicos
Mónica Jeremias:"Representações sociais sobre o trabalho do educador comunitário no Lar da Sta Casa da Misericórdia"
Cuidado coma correcção formal, ao nível da linguagem escrita. A justificação do estudo está um pouco baralhada. Diz que a dificuldade em elaborar os objectivos é um obstáculo ao Estudo???
Tem um ponto sobre o trabalho da educação comunitária no lar da 3ª idade c/ 3 páginas sem referência a um único autor ( quem faz a teoria?)
Fala de paradigma sem o fundamentar teoricamente, sem referir autores.
Também não justifica teoricamente o método estudo de casos
Eunice Lopes e Vanessa Palma:"O papel da religião no âmbito da educação comunitária"
A única questão a referir prende-se com a formulação de alguns objectivos específicos
Rita Beckman e Vânia Serrano:"Palavras no Feminino – Relatos biográficos de uma jornalista e militante feminista"
Apresentam um projecto bem fundamentado e correcto em termos formais
Lara Mourinho:"A prática da prevenção da toxicodependência em contexto associativo na Quinta de S.Pedro"
Apresenta uma fundamentação teórica sem teoria, inexistência de autores. Não justifica o Estudo de caso. Não fundamenta a entrevista.
Alexandra Ferreira, Ana Rita e Sónia Pirra:"Estudo de caso -Imigrantes de leste em Querença"
A descrição do projecto está demasiado sucinta. A problemática tb não está muito bem definida. A fundamentação por pontos dava um melhor sentido de organização
Ana Bento:"Crescer no Lar de Jovens “Gaivota”
Descrição do projecto extensa com dados a mais que se tornam pouco relevantes para o projecto. A problemática está pouco fundamentada. Na justificação do estudo não respeitou o que se pretendia, não era isso que era pedido. Fundamentou teoricamente, mas não devia ser tão extensa. Vê-se que já há muito trabalho realizado
Marta Coelho:"Estudo do Centro de Acolhimento Temporário “Os Miúdos” da Casa da 1ª Infância de Loulé"
Projecto está claro e explícito. Não apresenta pontos que mereçam um grande reparo. Está equilibrado
Cátia Nevado e Inês Rodrigues:"Estudo de caso de um grupo de mães adolescentes e o papel da Educação Comunitária"
Projecto cumpre os requisitos solicitados. Está formalmente bem apresentado, com os pontos desenvolvidos de uma forma equilibrada
Daniela Gonçalves, Rossana Antunes eJoana Fernando:"Relatos Biográficos de três voluntários nos Palops"
Contextualização do Estudo demasiado extensa (11 págs?). A problemática podia estar melhor definida. Não justificam os modos de investigação
Adosinda Ventura e Fernanda Duque:"História de Vida de um “músico de intervenção”
Tema não indica o título do trabalho. Apresentam uma referência de P. Freire do livro Educação e Mudança sem data??? À parte estes dois pormenores o trabalho está bem apresentado. Correcto em termos formais
Clara Inácio:"Estudo de Caso - Projecto Seniores em Movimento"
Na descrição do projecto fala sobretudo do projecto que vai estudar, não fazendo uma descrição mais explícita do próprio projecto de investigação. Na problemática limita-se às questões de partida. De resto está bem.
Helene Kaschlun:" Estudo de Caso da Deco em Faro - Apoio ao sobreendividamento"
Ao nível dos objectivos não indica relação com o papel do educador comunitário, fala na fundamentação…Devia figurar nos objectivos até porque faz um estágio. Não faz referência à abordagem mista…
Rabeca Oliveira:"Representações sociais sobre a violência nos idosos – Estudo realizado em Faro"
A fundamentação está demasiado extensa. Pedia-se maior síntese. Não justifica teoricamente os modos de investigação, justifica unicamente as técnicas.
Carina Artur e Carina Resende:"Estudo do Gabinete Escolar de Apoio à Educação Sexual na Escola E.B.2/3 Paula Nogueira"
Na descrição do projecto centram-se demasiado na contextualização do estudo. Podiam ter feito ponto à parte. Os problemas relativos ao projecto educativo deviam vir na problemática. Na problemática falam mais de metas do que questões de estudo concretas. Nos objectivos A) específico, não é... descrever o perfil desejável …nem definir o papel da escola.
Na fundamentação falam do papel do educador comunitário…vão estudar o papel do educador comunitário? …não está nos objectivos da investigação.
Manuelzinho Leite:"Integração dos estudantes cabo-verdianos na UAlg"
No ponto da fundamentação não há teoria fundamentada. A maior parte do texto não tem referências bibliográficas. Há fundamentação sobre o educador comunitário, mas não figura nos objectivos. Nos modos de investigação devia respeitar a ordem: paradigma, tipo de abordagem, Método, Técnicas.
Não justifica a abordagem mista
Marisa Serra:"Relatos de três adictos recuperados"
A natureza do projecto está demasiado sucinta. A descrição do projecto não indica o tipo de projecto. Na natureza do projecto não há qualquer referência ao contexto em que se vai realizar o estudo. Na justificação do estudo não indica as razões pessoais nem as motivações…Indica autores que não vêm na bibliografia. No ponto “fases de reabilitação” não recorre a um único autor. Na metodologia não justifica teoricamente os relatos biográficos
Natacha Tavares:"Integração socioprofissional de formandos de um curso EFA da ASMAL
Trabalho bem apresentado sem aspectos relevantes a apontar.
Dora Cristina:"O papel da mulher na comunidade piscatória da Ilha de Faro"
Na metodologia não justifica o paradigma, nem a abordagem, nem o método. De resto está bem.
Ana Luísa/ Isa Mariano/ Marília Cortiço:"A dinâmica Associativa em. S. Bartolomeu de Messines"
Descrição do projecto está demasiado extensa. Recursos, acessibilidades, rede eléctrica, telecomunicações, etc… é completamente irrelevante para o Projecto. Contexto económico…perspectiva histórica é relevante para o projecto? E para o estudo, será???
Na justificação do estudo já estão a afirmar(?) que existe um fraco movimento associativo. Existem 13 associações??
No projecto parece que já estão a fazer conclusões antes de realizar o estudo?
Têm de rever os objectivos. Há objectivos apresentados como gerais que são específicos. Na fundamentação fazem um resumo do associativismo..é importante para o projecto???
Ana Gabriela:"A Animação Sócio - cultural na J. Freguesia da Sé "
Há teoria sem referências bibliográficas??. No ponto importância da animação não refere um único autor
Na Fund. Teórica fala do papel do educador comunitário mas nos objectivos não são indicados...
Neusa Jesus:"Rumos do Futuro – da prisão para inclusão. Um estudo realizado no E.P. de Sintra"
Título não é esclarecedor do estudo..precisa de um sub-título.
Na descrição do contexto era + mais importante descrever sumariamente o estabelecimento prisional do que falar sobre a origem de Sintra.
Na problemática parece estar a tirar já algumas conclusões ex””… assim impõe-se uma política de reinserção social que privilegie o recluso…”
Junta problemática e justificação e não justifica o estudo…não apresenta as razões do estudo.
O objectivo geral não é “fazer um estudo de caso”
Nos modos de investigação não justifica teoricamente o estudo de caso…o paradigma foi apresentado na descrição do projecto.
Na população alvo fala num objectivo que é estudar a situação sociodemográfica e jurídica do recluso???
Cronograma muito sintético.
Que tipo de avaliação vai fazer??? Externa? Interna? Mista? Como???
Alexandra Moreno:"Subculturas no espaço universitário- Um estudo realizado no campus da Penha"
Título não especifica o estudo.
Fez um índice totalmente diferente do indicado. A metodologia está muito incompleta.
Não justifica teoricamente paradigma , nem estudo de caso. Fala do inquérito, mas não diz que tipo de inquérito.Na descrição do contexto não é relevante o que escreve.
Se o estudo é para ser feito no campus da penha é sobre isso que tem de falar, cursos, unidades, etc…
É um estudo sem problemática??? SE não há problema a estudar não há estudo a fazer…
É um projecto só com objectivos gerais??
Cronograma está pouco preciso

2007-01-08

notas da frequência da disciplina de e.a.I

DORA DE JESUS GRAÇA BARRADAS EUSÉBIO:17
CLÁUDIA GOMES DOS SANTOS ALMEIDA: 9,5
ESTER AUGUSTA TAVARES FERNANDES:6
MARIA MARGARIDA RENDA CORREIA PAULINO
RICARDO FILIPE DOS SANTOS ALVES
SOFIA ISABEL RUAS CASIMIRO MURTA:4
BRUNA PEREIRA VICENTE:13
ANA ISA LOBATO CARVALHO FERNANDES:5
ANA ISABEL FERNANDES FAÍSCA:15
ANA MARIA ALBANO FERNANDES:12,5
ANA SOFIA BALTAZAR OLIVEIRA:14,5
ANDREIA CARINA PIRES CALISTO:16,5
ANDREIA DE JESUS NASCIMENTO HENRIQUE:5
ANDREIA RODRIGUES DOS SANTOS:10,5
ÂNGELA DA PAZ GAMA:13
CÁTIA ANDREIA RAPOSO RODRIGUES:12
CÁTIA CRISTINA VITORINO GUERREIRO FAÍSCA:11,5
CLÁUDIA DE JESUS MARTINS:9
DANIELA FILIPA GOMES BENTES DA LUZ:14
INÊS GRACIETE FORMOSINHO PARENTE :9
JANA TYRA ROOSE:13,5
JORGE MANUEL JACINTO MACHADO:16
LARA SOFIA HENRIQUES SERAFIM:15
LEANDRA CRISTINA PEREIRA DA PIEDADE:12
LÍGIA ANDREIA BORGES PEREIRA:13,5
LILIANA FILIPA CEREJO CALADO:12,5
LILIANA SOFIA FERNANDES GOMES:13
MÁRCIO FILIPE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES
MARGARIDA LÚCIA MATOS DA LUZ:11
NEUZA CATARINA NOBRE DA ROSA:9
PAULA ALEXANDRA PEREIRA BRAZ:14
SARA DA CONCEIÇÃO PEREIRA SILVESTRE:12
SOFIA AURORA REBELO SANTOS
TÂNIA RAQUEL SIMÕES DOS SANTOS:11
VANESSA DO CARMO DIOGO:9
VERA LÚCIA CABRITA VARELA:6,5
VERA NÉNÉ SOARES:10,5
ANA FILIPA DE ANDRADE FERREIRA
ANA LÚCIA DA CONCEIÇÃO NUNES:15
ANA MARGARIDAROQUE VIEGAS:14
BRÍGIDA ISABEL GONÇALVES REIS:15
NAIR ALEXANDRA MENDONÇA DIAS:9
FRANCELINO MONTEIRO DA CRUZ DOMINGOS:11

Teste de avaliação de educação de adultos I

Teste de Avaliação
1- Identifique os autores a que se reporta cada um dos excertos, completando os espaços em branco.

1.1 Segundo _____________ a vida activa e social da criança constitui o centro em volta do qual se organizam progressivamente as «matérias», primeiramente aquelas que a familiarizam com o seu ambiente, no tempo e no espaço (história, geografia, noções científicas), depois aquelas que fornecem instrumentos para o aprofundamento das primeiras.

1.2. Para___________ a actividade natural da criança está no grupo, é cooperativa, mas precisamente por isso não há necessidade de a desviar para tarefas extrínsecas e não naturais. A técnica fundamental, aquela que inicialmente deu nome ao movimento em França e noutros países, foi a técnica da «tipografia escolar.

1.3. ________________tem uma fé quase mística em que o povo chamado directamente a decidir e suficientemente informado da matéria sobre a qual vai deliberar decide sempre bem por uma espécie de “iluminação.

1.4. Para ____________as duas artes mais difíceis são exactamente a arte de governar os homens e arte de os educar.

1.5. “Nunca mais ladrões nem mendigos: somos dirigentes” reflecte um conceito de educação segundo ___________.

2. Caracterize sumariamente os fundamentos filosóficos que influenciaram o pensamento de Paulo Freire.

3. Qual o significado do diálogo para Paulo Freire?

4. Defina o conceito de Educação Permanente situando-o no âmbito do percurso cronológico do conceito de educação de adultos.

5. Relacione a erosão do Estado Providência com a actual situação da educação de adultos em Portugal

6. Comente um dos seguintes excertos:

6.1.“A Educação de Adultos em Portugal parece continuar, nos tempos de hoje, a debater-se com problemas acumulados no passado que o presente não tem afrontado, mas antes tem sucessivamente adiado e tornado de resolução mais difícil. Já há mais de duas décadas atrás, face aos trabalhos produzidos no âmbito do PNAEBA e da Comissão de Reforma do Sistema Educativo ficou provado que existe um potencial humano sensibilizado para esta problemática, que pode constituir uma oportunidade perdida se continuar a ser politicamente rejeitado”.


6.2 A Educação de Adultos é a alternativa ao processo de institucionalização e mercadorização da educação. Há 3 contrastes que representam o pensamento de Illich : aprendizagem por oposição a escolarização, convivialidade por oposição a manipulação e participação por oposição a controlo.



Cotação do teste : Q 1 : 2,5 v - Q 2: 3 v – Q 3: 3 v – Q 4: 3 v – Q 5: 3,5 v – Q 6: 5 v




Boa sorte

Temáticas de investigação dos alunos e alunas do 4º ano

Temáticas de Investigação
Sara Batista:"A problemática do tabagismo nos jovens da Esc. Sec. de Albufeira"
Ana Sabóia e Liliana Magueijo:"História de Vida da Tia Rita"
Mónica Jeremias:"Representações sociais sobre o trabalho do educador comunitário no Lar da Sta Casa da Misericórdia"
Ana Luísa,Isa Mariano, Marília Cortiço:"A dinâmica Associativa em S. Bartolomeu de Messines
Eunice Lopes e Vanessa Palma:"O papel da religião no âmbito da educação comunitária"
Rita Beckman e Vânia Serrano:"Palavras no Feminino – Relatos biográficos de uma jornalista e militante feminista"
Lara Mourinho:"A prática da prevenção da toxicodependência em contexto associativo na Quinta de S.Pedro"
Alexandra Ferreira, Ana Rita, Sónia Pirra:"Imigrantes de leste em Querença"
Ana Bento:"Crescer no Lar de Jovens “Gaivota”
Marta Coelho:"Estudo do Centro de Acolhimento Temporário “Os Miúdos” da Casa da 1ª Infância de Loulé"
Cátia Nevado, Inês Rodrigues:"Estudo de caso de um grupo de mães adolescentes e o papel da Educação Comunitária"
Daniela Gonçalves, Rossana Antunes e Joana Fernando:"Relatos Biográficos de três voluntários nos Palops"
Dora Cristina:"O papel da mulher na comunidade piscatória da Ilha de Faro"
Marisa Serra:"Relatos de três adictos recuperados"
Natacha Tavares:"Integração socioprofissional de formandos de um curso EFA da ASMAL"
Helene Kaschlun:" Estudo de Caso da Deco em Faro - Apoio ao sobreendividamento
Manuelzinho Leite:"Integração dos estudantes cabo-verdianos na UAlg"
Carina Artur e Carina Resende:" Estudo sobre o Gabinete Escolar de Apoio à Educação Sexual na Escola E.B.2/3 Paula Nogueira"
Rabeca Oliveira:"Representações sociais sobre a violência nos idosos, em Faro"
Clara Inácio:"Estudo de Caso - Projecto Seniores em Movimento"
Ana Gabriela:"A Animação Sócio - cultural na J. Freguesia da Sé "
Adosinda Ventura e Fernanda Duque: "História de Vida de um “músico de intervenção”
Alexandra Moreno:"Subculturas no espaço universitário- Um estudo realizado no campus da Penha"
Neusa de Jesus:"Rumos do Futuro – da prisão para inclusão. Um estudo realizado no E.P. de Sintra"

Programa da disciplina de projecto de investigação

I- Introdução

A disciplina de Projecto de Investigação tem como principal objectivo proporcionar a construção de novos conhecimentos e o desenvolvimento de novas competências que permitam aos alunos, através da realização de trabalhos na área da investigação, conceber um Projecto de Investigação.
As actividades investigativas a realizar no âmbito da disciplina deverão ser orientadas no sentido da resolução de problemas, numa tentativa de averiguar, indagar, procurar respostas. Neste contexto o trabalho monográfico deverá privilegiar o tratamento de processos de participação, comunicação, tomada de consciência dos problemas, a assunção de responsabilidades, autogestão das populações e os processo de educação de adultos, no sentido de melhorar os processos através dos quais os alunos aprendem a conhecer melhor e a intervir sobre a comunidade envolvente.
Neste processo de investigação-acção os alunos deverão ser capazes de integrar todos os conhecimentos adquiridos no Curso nos anos anteriores.
O Projecto de Investigação a realizar no 1º Semestre deverá incidir sobre experiências/actividades de educação e intervenção comunitária a realizar, em execução ou já realizadas.






II- Objectivos
1- Integrar conhecimentos adquiridos nas outras disciplinas.
2- Construir novas competências investigativas.
3- Promover a capacidade de questionamento, observação e reflexão.
4- Compreender o processo de realização de um trabalho monográfico no âmbito da educação e intervenção comunitária.
5- Analisar criticamente projectos já realizados
6- Ser capaz de conceber um Projecto Monográfico em Educação e Intervenção Comunitária.

III- Conteúdos
1-Conceito de Projecto
2- Projecto de Investigação
2.1. Definição do conceito
2.2. O Trabalho de Investigação
- O que é investigação?
- Características do Trabalho de Investigação
- Tipos de Investigação básica
- Metodologia de investigação em educação comunitária
- O modelo de intervenção sócio-educativa segundo Paulo Freire
- Estudo de um caso – Exemplo de um plano de investigação
- Como realizar uma investigação geral em Comunidades urbanas, rurais e piscatórias
- Como realizar uma investigação e diagnóstico preliminar
3-Trabalho de campo relacionado com o Projecto de Investigação
- Observação de Cenários
- Identificação de problemas
- Caracterização das necessidades
- Levantamento de recursos
- Objectivos
4-Formulação do Projecto de Investigação
4.1.Apresentação do Tema
4.2. Natureza do Projecto
4.2.1. Descrição do Projecto
4.2.2.Problemática
4.2.3. Justificação do Estudo
4.3. Objectivos
4.4. Fundamentação teórica
4.5.Metodologia
4.5.1. População alvo
4.5.2. Modos de Investigação
4.5.3. Recursos
4.5.4. Factores condicionantes
4.6. Cronograma
4.7. Avaliação
4.8. Importância do Tema
4.9. Bibliografia
4.10. Indicação do Orientador


IV- Metodologia

A disciplina de Projecto de Investigação funciona semanalmente com uma carga horária de 4 horas lectivas. Ao longo do Semestre desenvolver-se-ão diferentes actividades com recurso a estratégias diferenciadas tendo por base um processo de ensino/aprendizagem de cariz construtivista. Daí que se privilegiem as metodologias dialógicas e participativas.
Os trabalhos a realizar na sala de aula têm por principal finalidade ajudar e apoiar na elaboração do Projecto de Investigação. Contudo realizar-se-á algum trabalho de campo, que será planificado na sala de aula.
As recensões a realizar pelos grupos serão escolhidas entre a bibliografia apresentada com um asterisco (*)
Para além da bibliografia apresentada no programa da disciplina, serão apresentados, durante o semestre, outros recursos bibliográficos.

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Cronograma de Actividades

1ª Semana
Apresentação do Programa

Conteúdo 1 e 2

Conteúdo 2

Conteúdo 2

Conteúdo 2

Conteúdo 3

Conteúdo 3

Conteúdo 3

Conteúdo 4
10ª
Conteúdo 4
11ª
Conteúdo 4
!2ª
Apresentação oral dos Projectos de Investigação
Entrega dos Projectos
13ª
Apresentação oral dos Projectos de investigação
Entrega dos Projectos de Monografia
14ª
Apresentação oral das recensões/Debate
15ª
Apresentação oral das recensões/Debate
Auto-avaliação do Seminário

V- Avaliação
Face às características da disciplina, a avaliação será contínua e compreenderá os seguintes parâmetros:
1. Participação e desempenho demonstrado na realização dos trabalhos produzidos na sala de aula. Valor (20%).
2. Elaboração de uma recensão, até 10 páginas a entregar no final do semestre. Trabalho Individual. Valor (25%).
3. Trabalho individual de observação de cenário. Valor (10%)
4. Projecto de Investigação. Trabalho de grupo. Valor (30%)
5. Apresentação oral do Projecto de Investigação. Valor (15%)

Nota: os estudantes que registarem uma taxa de presenças abaixo dos 60% realizarão um teste de avaliação que substituirá o item 1
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Internet:http://www.monografias.com/trabalhos¨